Ernestina de Souza (Fiota)

 
 
 

Eu era da igreja assembléia de Deus, assim como meu esposo. Fazia parte do coral e também da comissão de visitas. Em uma viagem, a passeio, a Minas Gerais, meu esposo encontrou um amigo, o irmão Antonio Carmo. Esse irmão lhe falou sobre a mensagem. Meu esposo, então, trouxe para casa o que o irmão tinha lhe explicado. Eu disse que não sairia da minha igreja, já que eu tinha muitas responsabilidades lá e também não iria para uma igreja a qual não conhecia.

Dessa forma, continuei indo à minha igreja, mas sempre que voltava, pensava que Deus tinha um povo na terra, sabia disso, no entanto, comecei a achar que não era aquele que estava na igreja que eu pertencia. Sabia que o povo que a bíblia falava era um povo zeloso e de boas obras e aquele povo não me parecia assim. Meu esposo já estava crendo na mensagem há um tempo, então, ele começou a me ensina-la.

Durante a noite, levantávamos para escutar as pregações da mensagem no rádio, sempre ouvíamos juntos. Achava uma coisa gloriosa, comecei a gostar muito daquilo. Então, finalmente, me achei. Meu esposo, assim, pediu algumas literaturas da mensagem que vinham de Goiânia. Recebemos três mensagens pelo reembolso postal. Líamos e orávamos juntos. Meu esposo sentiu uma vontade de ter um culto na nossa casa, portanto, escreveu para Goiânia e pediu um culto. Dessa forma, os pastores Adil de Souza e Orlando vieram na nossa casa, ficaram uns três dias pregando o evangelho para nós. A mensagem aqui no Rio de Janeiro começou na minha casa. Costumávamos chamar o irmão Djalma e sua esposa, irmã Elza, para os cultos à noite. Apesar da resistência inicial, aos poucos, foram vindo. Durante seis meses tivemos cultos na nossa casa, nesse período, pedimos o batismo. Meu esposo, irmã Elza e eu nos batizamos no mesmo dia em um riacho, no Colubandê, São Gonçalo, pelo pastor Adil. Foi maravilhoso.

A partir daí, os cultos começaram a ser na casa do irmão Djalma. Conhecemos o irmão João, ele tinha muitos filhos, e todos participavam dos cultos conosco. Tivemos ceias aqui em casa, também, eu era quem fazia o pão. Depois de um tempo, os pastores Adil e Orlando se foram, então, veio o pastor Véber de Andrade Cordeiro ficar conosco. Logo fomos para o tabernáculo em Quintino, permanecemos lá por muito tempo, até que agora estamos no tabernáculo em Campo Grande. Ficarei nessa mensagem até a hora que o Senhor Deus me chamar para morar com ele. Seria muito bom estar no arrebatamento, mas o que quero, mesmo, é estar com meu Senhor fiel, ele é tudo o que tenho. Que ele permaneça em mim por toda a eternidade.