Laura Morais da C Silva

 
 
 

“Nasci e fui criada por uma família católica romana. Meus avós desde cedo ensinaram-me a rezar e a praticar os rituais católicos. Fui batizada na infância, fiz primeira comunhão e  crisma também. Porém, eu mesma nunca consegui me envolver emocionalmente em nenhuma religião. Eu visitava a igreja católica com a mesma sensibilidade que visitava o espiritismo ou mesmo a pajelança (tenho raízes indígenas), ou seja, nenhuma sensibilidade. Eu costumo dizer que não ligava para nada que envolvia o espiritual.
Aos 5 anos, saí da Ilha de Tupinambás, no Pará, onde nasci, e fui levada para a capital, Belém. Minha mãe era empregada doméstica, e os patrões dela resolveram investir em meus estudos, porque achavam que eu “tinha futuro”. Ali, fui ensinada a me comportar de forma “civilizada”, como diziam. Aprendi os bons e “maus” modos também. Realmente, nos estudos sempre apresentei bons resultados. Eu era o orgulho de meus familiares e confesso que isso fazia muito bem ao meu ego.
Ao entrar na adolescência, comecei a vivenciar duas realidades: o convívio com as pessoas do nível de meus tutores (patrões de minha mãe), que eram meus amigos da assim chamada alta sociedade, onde meu conhecimento intelectual crescia a cada dia, e também com meus amigos que faziam parte da minha infância pobre, sem grandes estudos, mas que eram muito alegres com suas festas, bebidas e cigarros. A cada dia, mais e mais, eu crescia na intelectualidade e na promiscuidade também. Longe e bem longe de tudo que pudesse me levar ao espiritual.
Na minha mente só havia um objetivo a alcançar: ser uma mulher próspera e independente. Isso era minha razão de estar no mundo. Nada de casamento, filhos, serviços de dona de casa. Isso nem pensar!!!
Concluí meus estudos (primeiro e segundo grau) e logo fui admitida como funcionária administrativa da Universidade Federal do Pará, aos 18 anos. Passei no vestibular também da Federal no curso de Enfermagem e assim, tudo parecia contribuir para que meu objetivo fosse alcançado.
Porém, o Meu SENHOR, havia traçado um outro plano para minha vida, e como a eleição atropela o livre arbítrio, Glórias a DEUS!!!! Eu creio piamente que, embora tudo parecesse confuso, Deus já começara a quebrar minhas asinhas.
Conheci meu esposo, apaixonei-me, e em um ano e três meses eu já estava casada e com um lindo bebê no colo. Neste tempo brotou em mim sentimentos que o diabo pensou que nunca viriam à tona.  Mas eu sou uma filha de Deus, e amei cuidar do meu lar, amei cuidar do meu esposo, amei cuidar do meu filhote, porém ainda não conseguia pensar em romper uma carreira tão promissora, como seria a minha. Suportei até onde deu, mas, sem arrependimentos, larguei a faculdade. Quatro anos depois, eu já tinha minha princesinha, linda!!! Meu esposo é militar e veio transferido para o Rio de Janeiro. Viemos juntos, eu também vim transferida para a Universidade Federal Fluminense. Nesta cidade vi que se não buscasse alguém sobrenaturalmente poderoso para conduzir minha vida, eu sucumbiria.
Meu olhos espirituais deslumbraram-se pelo SENHOR JESUS em 1994, passei a frequentar a Igreja Batista, ali aprendi muito de Deus, (pois eu não conhecia nada Dele), serviu para me acalmar e descansar no Meu Senhor. Fui batizada nos títulos e passei a me conduzir como uma santa denominacional.
Um dia juntei-me a algumas irmãs, e resolvemos criar o grupo “Aliança”, nosso objetivo era orar por nossos esposos e filhos. Fazíamos nossas reuniões escondidas dos esposos, eles não concordavam com aquilo, inclusive o meu. Porém, depois de uma viagem para o exterior, quando voltou meu esposo, ele rendeu-se a Jesus e passou a fazer parte do grupo “Aliança” juntamente comigo.
Porém a obra de Deus precisava continuar em minha vida, e em 1997 preenchi meu PDV (Pedido de Demissão Voluntária). Preocupada com meus filhos que agora estavam entrando na adolescência, comecei a me angustiar ao deixá-los muito tempo sem mim. Em comum acordo, eu e meu esposo, optamos por eu me dedicar mais integralmente à minha família. Lembro-me muito bem de quando saí do departamento para nunca mais voltar. Eu estava feliz e sem nenhum arrependimento, apesar do descontentamento de todos os meus colegas de trabalho, que me chamaram louca. (Risos)
Quando pensei que estava tudo certo entre mim e Deus, meu esposo me chega com as Boas Novas. Ele havia conhecido através de um colega de quartel a Mensagem trazida pelo Profeta William Marrion Branham. E vocês estão crendo que eu recebi com todo amor, né?!!! Nananinanão!!!
Irmãos, eu tinha me tornado uma mulher dedicadíssima à “obra de Deus”, lia a Bíblia todos os dias, jejuava, orava muito e tinha respostas de minhas orações, subia morros para orar, participava de vigílias, visitas a necessitados. Minha vida era irrepreensível aos olhos humanos. E, de repente, ter que admitir que não havia santíssima trindade, que meu batismo estava errado, que minha ceia com aquele pão gostosinho e o suco de uva também, que minhas amigas pregadoras cheias de dons estavam fora da vontade de Deus e ainda por cima ter que crer em um homem como Profeta vindicado para esta Era… mas nunca!!! Pulei muito!!! Fiquei furiosa com meu esposo. Pensei logo: “Pronto, o homem apostatou!”.
Meu esposo trazia as literaturas pra dentro de casa e eu esperava ele sair pro quartel e ia ler, porque eu tinha que provar pra ele que esse profeta era falso. E o pior é que eu lia, lia e nada de achar falhas. Às vezes eu ficava tão aborrecida por não achar nada fora da Palavra que nem terminava de ler a literatura. Que feio, né?! Sabem como se chamavam esses meus chiliques irmãos?! Espírito religioso convulsionando, aprendi isso com meu querido Profeta!
Quando vi que não podia mais negar a veracidade do que lia, então, comecei a buscar desesperadamente de Deus uma solução para o que estava  acontecendo dentro de mim. Afastei-me das minhas amigas do grupo, afastei-me da denominação e afastei-me também de tudo que meu esposo falava. Pedi para ele, não me falar mais nada, porque eu estava muito triste. Como podia eu ter vivido tanto tempo enganada daquela forma? Passei sete dias orando todos os dias e pedindo a Deus um sinal do que devia fazer. Então, Deus me deu um sonho, onde Ele me conduzia a seguir meu esposo. Acordei tão assustada com o que havia sonhado… Mas compreendi que aquele era o sinal que eu havia pedido a Deus.
Pela primeira vez, resolvi aceitar o convite de meu esposo e fui a Igreja dele, Tabernáculo da Mensagem no Rio de Janeiro. Orei e pedi a Deus que estivesse comigo, porque eu estava com muito medo. Meu chão havia sumido, toda minha convicção de repente tinha ido por água abaixo. E eu lembro muito bem tudo o que senti naquele dia. Era o dia 12 de dezembro de 1999. Quando desci do carro, vi aquelas mulheres lindamente vestidas, a maioria com longos cabelos, meus olhos encheram de lágrimas. Algumas vieram até mim e me abraçaram sorrindo, pareciam que me conheciam há muito tempo (e me conheciam!). Tentei me conter, até falei com Deus meio aborrecida: “Senhor, não quero me emocionar!” (como se isso fosse possível). Chorei ouvindo todos os louvores. Meu peito ardia muito quando o meu precioso Pastor Véber de Andrade Cordeiro (o meu Pastor querido!) pregava sobre o batismo em O Nome do Senhor Jesus Cristo. No final da pregação, ele fez chamada de altar. Eu fui correndo! E ele me perguntou: “Irmã quer ser batizada agora?”, e eu respondi sem pensar duas vezes: “SIMMM!”
Hoje sou uma feliz dona de casa, mãe e avó. Amo meu esposo Durval da Silva, e isso já tem 28 anos. Criei meus filhos Fernando e Fernanda, e sou uma mãe muito orgulhosa, tenho nora, genro e netos crentes nesta Mensagem. Minha família são meus irmãos que creem como eu.
Todos os amigos do passado sabem no que tenho crido, meus parentes também. Eles sabem que quem me mudou foi Deus e até admiram isso, apesar de não conseguirem compreender.
Meu maior objetivo nesta vida é estar na vontade soberana de Deus.
E a obra de Deus continua em mim e sei que chegarei até aquele Grande Dia, quando eu vou abraçar o Meu SENHOR, o Meu REDENTOR, o Meu AMOR MAIOR, o AMADO DA MINHA ALMA, o MEU TUDO… SENHOR JESUS CRISTO!!!!”