Sandra Perna

 
 
 

Nasci em uma família católica e com um mês de vida, fui batizada na Igreja Católica Romana. Meus pais não frequentavam a igreja.

Aos onze anos, através de uma amiga, entrei para a igreja Metodista e me batizei em nome dos títulos. Foi ali que conheci meu esposo e onde Deus já estava preparando o caminho para que eu conhecesse a Mensagem. Interessante que, apesar de me apresentarem três deuses, eu nunca aceitei essa ideia  Cria em um único Deus, apesar de ainda não ter tido uma experiência real com Ele. Aos quinze anos, já exercia a função de secretaria da Escola Dominical e professora da Classe dos Juvenis. E assim fiquei naquela igreja durante 5 anos, participando de todos os eventos e sendo muito atuante, mas faltava Jesus na minha vida.

Sempre ia para a casa da minha amiga, mencionada anteriormente, e lá convivia com uma realidade diferente da minha, pois seus pais eram verdadeiros cristãos e viviam uma vida santa, não compactuando com as coisas do mundo. Várias vezes acordava de madrugada e lá estavam eles de joelhos, orando e intercedendo por mim e por minha família. Falavam que a maneira que eu me vestia e me pintava não agradava a Deus, mas eu no meu íntimo, achava tudo aquilo “fanatismo”.

Graças a Deus que Ele não nos julga no tempo da nossa ignorância, pois apesar de não saber, Ele já sabia o que eu seria, desde antes da Fundação do Mundo.

Em 1976, aconteceu uma reviravolta na minha vida, pois a família do João Carlos, meu esposo, tinha conhecido e aceitado a Mensagem, em Minas Gerais. Ela chegou através do rádio, e na voz do pastor Joaquim Gonçalves. Seus avós imediatamente se comunicaram com Goiânia e pediram o batismo. Enviaram um evangelista que algum tempo depois seria ordenado pastor Wanderley, de Belo Horizonte. Os pais do João Carlos, que também eram da minha igreja, saíram e aceitaram a Mensagem. E um dia, o João Carlos, que também já estava crendo na Mensagem, me emprestou duas mensagens: O Profeta do Século e O sinal. Quando comecei a ler, as lagrimas não paravam de rolar. No mesmo instante cri que  aquele homem era o Profeta vindicado por Deus para o nosso tempo e em todas as verdades da Mensagem. A partir daquele instante tive uma experiência real com o Senhor Jesus Cristo. Mudei minha maneira de ser e doei todas as roupas que não julgava adequadas para uma cristã. Meus pais ficaram muito preocupados e não cansavam de me alertar sobre o falso profeta.

Não dava pra continuar onde estávamos,  eu e o João Carlos pedimos pra sair da igreja, não sem antes ouvirmos sobre os cuidados com os falsos profetas. Só um senhor, muito amigo e cristão, nos falou que se essa obra fosse de Deus, ela permaneceria.

Infelizmente ao falar da Mensagem para aquele casal amigo e cristão, eles não aceitaram e não creram. Anos depois, compreendi a eleição para crer nesta Mensagem e vi que apesar de não ter nenhum merecimento, Ele me escolheu.

Após sair da Metodista, o nosso acesso à Mensagem era através das literaturas e dos programas de rádio com o pastor Joaquim. Em 1977 chegou, em Muriaé (MG), o pastor Raimundo, que logo abriu uma pequena congregação. Apesar de ser carioca e sempre ter morado no RJ, fui batizada por ele nesse mesmo ano e sempre que dava, ia até lá para participar dos cultos. Nesse ano também fiquei noiva. Finalmente, em 1978,  soubemos que havia chegado um pastor da Mensagem no RJ. Era o pastor Véber. Ainda não tínhamos um local próprio para as nossas reuniões e elas aconteciam nas casas de irmãos, em Santíssimo e Triagem.

Em uma das reuniões, perguntamos ao Pastor Véber se ele realizaria o nosso casamento, e após confirmação, começamos a procurar um local. Tínhamos uma vasta lista de convidados, pois o meu pai tinha muitos conhecidos e queria convidar a todos.

 Naquela época os casamentos eram realizados na igreja e somente a festa no salão. Sem contar que meus pais não queriam que fosse diferente e eles não criam na Mensagem. Tinha completado 19 anos e o João Carlos 23.

Um dia, passando em frente a uma igreja onde eu não conhecia ninguém e até então, nunca tinha entrado, pedi para falar com o pastor e perguntei se eu poderia realizar o meu casamento ali e com um pastor de fora. Deus entrou em cena e no mesmo instante ele concordou. Só retornei ali no dia do meu casamento, quatorze de julho de 1979. Esse foi o primeiro casamento que o Pastor Véber realizou no RJ, após alguns meses de sua chegada.

Em 1980, passamos a nos reunir em Quintino, ano em que meu filho nasceu. André Luiz foi o primeiro bebê apresentado em Quintino.

Durante 37 anos tenho crido nesta Mensagem e nunca pensei em desistir. Pela Sua Imensa Graça,  ‘Ainda estou aqui’ e quando ouço ou canto esse hino, sinto no meu coração uma imensa gratidão a Deus por tudo que Ele tem realizado na minha vida. Não era nada!!! Não tinha e não tenho merecimento algum, mas no meio de tantas pessoas melhores que eu, Ele me escolheu. Só me resta dizer: “Obrigada, Senhor!!!!!! Não mereço, mas Tu és maravilhoso!!!!”. Toda a minha vida não será suficiente para retribuir tudo que Ele tem feito por mim!!!!!