Histórico

Historico - Véber 1Há mais de 50 anos, no dia vinte de outubro de 1953, nascia, na cidade de Nerópolis, no estado de Goiás, Véber de Andrade Cordeiro. De família originalmente presbiteriana, calvinista, cresceu congregando na Igreja Presbiteriana do Brasil, juntamente com seus pais. Algum tempo depois, passaram a ir à Igreja Presbiteriana Conservadora e em seguida à Igreja Presbiteriana ligada aos Estados Unidos. Esta última localizava-se em Campina, Goiânia.

Em busca de dons e do Espírito Santo, Véber juntamente com seus pais costumavam frequentar a casa de alguns irmãos para orar, com isso, a igreja a qual frequentavam, pediu para que eles se retirassem. Em virtude disso, criaram a Igreja Presbiteriana Renovada, esta possuía cerca de oitenta membros.

Algum tempo depois, Véber foi para um seminário interdenominacional com regime de internato, em Cianorte, Paraná. Estudava tanto interna quanto externamente no seminário. O seminário tinha dois diretores, um era doutor em divindade, pastor Jonatan de Freitas, e, o outro era doutor em teologia e PHD, pastor Dércio.

Em uma viagem de férias a Goiânia, tomou conhecimento que seu pai e alguns irmãos da igreja presbiteriana tinham crido na mensagem. Pregaram para ele a mensagem A Semente da Serpente e algumas outras. Ainda assim, ele voltou para o seminário, onde tinha alguns amigos. Lá ficou por mais seis meses, até que por volta de 1970, saiu. Neste mesmo ano, Véber e os irmãos Nelson Paiva e Luiz Serrano levaram as primeiras fitas com pregações do pastor Joaquim Gonçalves Silva para um programa que foi aberto na Rádio Universo. Dessa forma, Deus começou a obra pelo Brasil. Depois disso, ele voltou ao seminário para falar da mensagem para seus amigos, deixou com eles as mensagens das Sete Eras da Igreja. Despediu-se, então, de seus amigos, os quais choraram muito, e também dos diretores. Fez tudo como sentiu que devia ser feito.Historico - Pr Joaquim e Véber

De volta a Goiânia, foi trabalhar no ramo da imobiliária. No entanto, um dia quando estava em um culto no Tabernáculo da Avenida Goiás, teve um desejo de ajudar no escritório, na confecção de mensagens. Já que tinha um curso de datilografia e sabia um pouco de espanhol, começou a trabalhar ali, ficando até 1972. Começava, então, uma nova etapa na sua vida.

Certo dia, enquanto Véber estava trabalhando no escritório, o pastor Joaquim entrou, sentou-se ao lado dele e disse que o ordenaria ao evangelismo. Logo o jovem datilógrafo hesitou e respondeu que não teria condições para tal coisa. No entanto, o ministro lhe disse que ele tinha o dom para aquilo e que, sim, ele seria ordenado. Dessa forma, o jovem aceitou o pedido e se tornou um evangelista no ano de 1972.

Então começaram as viagens. Em 1974, Véber, juntamente como o Pastor Febrônio Rodrigues Neto, fez uma viagem pelo Brasil que durou seis meses. Foram dias e noites batizando irmãos por todos os lugares do país. Depois, seu companheiro de viagem foi para o Nordeste e Norte, enquanto ele ficou caminhando por Minas Gerais durante um mês. Logo após, novamente juntos, foram para o Rio de Janeiro e depois para São Paulo. De vez em quando, se separavam, depois voltavam a se encontrar. Evangelizaram muitos lugares ao sul, inclusive lugares no Uruguai, como Rivera, na Argentina, como Paso de Los Libres e Oberá, até que por fim, voltaram pelo Paraguai. Sempre batizando novos irmãos.

Histórico - Viagens

Já em 1975, no dia 16 de março, foi ordenado ao ministério de pastor, na Igreja Tabernáculo da Fé, liderada pelo pastor Joaquim Gonçalves. Naquele dia, o pastor Peare Green de Tucson, Arizona, EUA, estava visitando a igreja de Goiânia e naquela oportunidade ele também orou por Véber e outros homens de Deus que estavam sendo ordenados naquele dia.

Uma coisa inédita acontecera, Véber foi pastor solteiro por três meses. Entre conhecer, namoro e noivado com Eunice foram exatamente sete meses. Com a vindicação de Deus, casaram-se no dia 24 de julho de 1975. Logo, o recém-chefe de família desejou fazer um curso de radiologia para, então, poder trabalhar. Então foi conversar sobre isso com o pastor Joaquim o qual lhe sugeriu ir conhecer o campo. Após aceitar a sugestão de seu pastor, foi para Anápolis, Goiás. Lá ficou durante um ano, depois recebeu um convite para ir para Londrina, no Paraná.Histórico - Casamento

 Nesta última viagem, ele já havia se tornado pai. No dia sete de maio de 1976, nasceu sua filha Késia. Para que pudesse viajar com sua família, vendeu tudo o que tinha. Então alugaram um salão no Centro de Londrina, na Rua Guaporé, para abrir uma obra. No entanto, o novo pastor ficou em Londrina sozinho por um tempo, enquanto isso, sua esposa ficou com sua irmã Maria Pontes e seu esposo pastor Manoel Pontes. Aquele salão se tornou a igreja de Véber. Havia poucos membros: sua esposa e filha, um irmão chamado Hitler Galdino que ia juntamente com sua esposa, irmã Terezinha, e suas duas filhas.

Necessitava de uma casa, por mais humilde que fosse, pois precisava trazer sua família para morar em Londrina. Então perguntou a alguém no mercado da Rua Guaporé sobre algo para alugar. Foi informado de que havia um alemão, chamado João, que possuía uma vila de casas e que, talvez, pudesse ajudá-lo. Foi imediatamente encontrar-se com João. Logo que perguntou sobre a casa para alugar, João disse que não havia nada mais. Enquanto conversavam sobre o evangelho, Véber lhe contou que era pastor e que tinha uma igreja ali perto. Assim que João ouviu isso, levantou-se de onde estava e disse que tinha algo que poderia ajudar o pastor.

Lá foram, então, para o bairro de Santa Rita. Na Rua Ruy Vermont Carnaciel, havia uma casinha humilde, no fundo de um terreno com uma longa calçada. Véber gostou muito da casa, pois não tinha onde morar. Prontamente, perguntou sobre o aluguel, o alemão lhe cobrou meio salário mínimo, então, o futuro inquilino ainda pediu um desconto, e assim o recebeu.

                Véber queria saber sobre o contrato, mas João disse que não precisava. Quando terminaram de ver a casa, João então lhe contou que quando construiu aquela casa, pediu para que Deus enviasse um pastor para morar nela. Quando questionado sobre a forma de pagamento, disse que Véber poderia usar a casa antes e pagar depois. Era vindicação de Deus ali. Portanto, agora, o pastor tinha um local para sua família viver. Ficou lá por um ano e oito meses. Nesse período, em 1977, nasceu seu segundo filho, Cristiano.

Histórico - Encontro CuritibaNo final de 1977, durante uma reunião de pastores em Curitiba, na igreja do Pastor Manoel Pontes de Freitas, numa quarta-feira, o pastor Afonso Rothemburg estava se preparando para pregar e Véber estava sentado no púlpito com os pastores orando, quando, de repente, o Pastor Joaquim virou-se para ele, segurou sua mão, e profetizou que ele não pertencia aquele lugar onde estava, mas que ele estava sendo curado ali.

Depois veio a quinta-feira, sexta-feira, sábado e no domingo, após a Escola Dominical haveria um almoço e os pastores haviam sido convidados, e seria rateado, cotizado e ele não tinha condições financeiras, mas algo veio no seu coração e disse que ele deveria estar naquele almoço. Então foi assim mesmo, e, chegando ali, almoçou e foi dar uma caminhada ali por Curitiba com os irmãos da América passeando e conhecendo as lojas. Do outro lado da rua estavam o Pastor Joaquim, Pastor Wanderley, Pastor Manoel Pontes e Pastor Adil.

Em 1977, com a morte do Pastor Décio Viana e sua família, de São Paulo, foi instituído como pastor de São Paulo o Pastor Adil De Souza Sena. Como ele interinamente dava assistência ao Rio de Janeiro, acarretou para ele muito esforço e responsabilidade assistir os dois lugares. Então, na conversa entre os pastores, que estavam do outro lado da rua, o Pastor Adil bateu no ombro do Pastor Joaquim e disse: “Olhe, eu agora não vou poder dar mais assistência ao Rio de Janeiro, então fica sobre o senhor a responsabilidade de indicar um pastor para o Rio”. Imediatamente o Pastor Joaquim apontando o dedo indicador para o pastor Véber, que estava do outro lado da rua com os outros irmãos, disse: “Pastor para o Rio de Janeiro é aquele lá!”. E chamou-o: “Pastor Véber!”. O jovem pastor atravessou a rua e dirigiu-se ao Pastor Joaquim dizendo: “Pois não!”. E, olhando nos olhos de Véber, perguntou o pastor Joaquim: “O senhor aceita a responsabilidade de pastorear o Rio de Janeiro?”. Prontamente foi lhe respondido: “Sim!”. Quando chegou a Londrina tinha apenas um casal, quando se foi de lá,   já havia  entre 70 a 80 pessoas.

Historico - Despedida

Ainda no ano de 1977, Véber se tornou o pastor oficial do Rio de Janeiro. Inicialmente, os cultos eram realizados na casa do irmão Almiro Alcântara de Souza e da irmã Ernestina Fernandes de Souza, que é conhecida como Fiota, na Avenida Santa Cruz, nº 8698, Santíssimo. Além deles, os irmãos Tomás, Nelson Mattos, Djalma Souza e sua esposa Elza também frequentavam os cultos. Depois de algum tempo, havia cultos na casa do irmão Djalma, também em Santíssimo e, mais tarde, com a vinda do irmão Valdemar Tavares de Muriaé, MG, passaram a se reunir, também, em Triagem, na Rua Costa Lobo.

A partir de 1978, já dava assistência aos irmãos de Mendes, de Volta Redonda e de Rezende. Em 1979, já morava em Volta Redonda com sua família. Sua esposa estava grávida pela terceira vez, então, foi para Goiânia dar a luz a seu filho Jefté. Outros lugares foram se manifestando e precisavam de assistência, desde Minas Gerais até próximo ao Espírito Santo. No entanto, Véber passou estes lugares para outros pastores e ficou na capital do Rio de Janeiro.

Depois de aproximadamente três anos, em 1980, o irmão Adair Ribeiro, que frequentava os cultos no Rio, providenciou algumas cadeiras e uma loja, na Rua Tomas Alves, em Quintino, na Zona Norte da cidade. A loja tinha, aproximadamente, 5 metros de largura por 10 metros de comprimento. Nela foi instalada uma divisória de madeira para separar os banheiros masculino e feminino, e, no final do corredor, havia uma abertura com uma cortina que dava acesso ao púlpito de madeira que foi confeccionado pelo irmão Valdemar Tavares. No início, sobrava espaço com muitas cadeiras vazias, então, alguns colchonetes eram postos para que as crianças dormissem. No banheiro das irmãs, tinha um pequeno espaço com duas cadeiras e uma mesa onde as mães amamentavam os bebês e os trocavam.

Histórico - RJ InicioNo início não havia diáconos, o irmão Mattos era quem ajudava nesse trabalho. Também não havia músicos e nem líder de cânticos, dessa forma o pastor Véber iniciava os cultos tocando o seu violão e liderando os louvores, logo após, ele pregava. Todos tinham o privilégio de ouvi-lo cantar frequentemente. Os hinos especiais eram entoados com playback, ou com violão, caso o cantor soubesse tocar. Em dias de ceia, os hinos especiais eram apresentados atrás da cortina, próxima ao púlpito.

Algum tempo depois, chegaram os irmãos Joel Duarte e Alden, que foram os primeiros músicos da igreja, então o uso de playback já não era mais necessário. Não havia ensaios e os cantores cantavam de improviso. Um dos primeiros diáconos foi o irmão Sebastião. Ainda no início, os irmãos que congregavam na pequena igreja fizeram uma surpresa pelo aniversário de seu pastor, em 1981. Foram à casa do aniversariante, em Vilar Carioca, e cantaram seu hino preferido, “Divino Companheiro no Caminho”, para a abertura da festa. Nessa ocasião, o quarto e último filho de Véber e Eunice, Véber Júnior, já tinha nascido e estava com poucos meses.

Com o passar de algum tempo, a quantidade de membros da igreja daquele jovem pastor cresceu a ponto daquele local conquistado em 1980 não ser mais suficiente para comportar todos. Dessa maneira foi, então, criado um mezanino. A falta de espaço foi suprida por um tempo, no entanto, em dias de ceia, por exemplo, a necessidade de mais lugares se tornava muito grande.

Não só a falta de espaço estava pressionando a saída daquele povo dali. Havia também um bar logo ao lado do templo. Por vezes, os donos respeitaram os horários dos cultos e festejavam somente após o término das palestras. No entanto, não foi sempre que isso aconteceu. Houve um tempo em que certo homem começou a promover eventos em horários de cultos e junto deles houve muitas ofensas e afrontas ao povo cristão que ali ao lado do bar se ajuntava. Por vezes não houve pregações, somente louvores, pois se tornou inviável a tentativa de se pregar em meio a tanto barulho e provocações vindos de fora da igreja. Estava chegando o término do tempo de Deus naquele local em Quintino.Histórico - Quintino

Durante esse período de conturbações, certo dia, no ano de 1993, uma das irmãs que frequentavam a igreja do pastor Véber, irmã Neuza, conheceu uma moça que trabalhava em uma fábrica de plásticos, no bairro de Campo Grande, RJ. A moça se chamava Cláudia Chaves, ela e Neuza conversaram por um tempo e dias depois, Neuza voltou à fábrica e perguntou se havia alguma vaga de emprego, tendo uma resposta positiva, já no outro dia, começou a trabalhar lá. Ela sempre conversava bastante com Cláudia durante os intervalos para o almoço. Quando Neuza falava sobre a mensagem, Cláudia ouvia extasiada e aceitava tudo o que a amiga dizia. Por fim, foi a um culto na igreja de Quintino acompanhada de seu marido Adair, o então sócio da fábrica de plástico, e depois passaram a ir sempre, até que pediram o batismo.

No ano de 1997, as coisas na fábrica de plástico não andavam bem. Em certo dia, antes de o culto começar, o irmão Adair conversava com Neuza e seu esposo, Sérgio, sobre a possibilidade de vender a fábrica. Pensou que a fábrica poderia ser transformada em um novo templo para a congregação que já não estava cabendo naquele local em Quintino. Apesar de o local da fábrica ser considerado longe, os irmãos conversaram com o pastor e então decidiram visitar o local. Foram até lá o pastor Véber, e mais dois irmãos, Matos e Paulo. O pastor Véber sentiu que aquele lugar era onde Deus os queria, prontamente, resolveu comprar o imóvel.

Começaram, então, as obras na fábrica. Os irmãos da igreja se ajuntavam em mutirões para que o templo fosse construído, cada um ajudava como podia. O sonho de ter um lugar maior e mais confortável estava se realizando. Finalmente teriam um local próprio, depois de tantos anos. Foram construídos mais banheiros, sala para administração e escritório para o pastor. A vontade de alcançar aquela bênção era muito grande, portanto, todos trabalhavam com muito animo e energia. A pressão em Quintino já estava insuportável, estava acabando o tempo de Deus naquele local, passaram dezoito anos ali. Quando tudo já estava pronto para a saída da igreja dali, o pastor Véber soube, por um senhor vizinho, que aquele homem que promovia eventos com a finalidade de afrontar o povo de Deus teve um enfarte fulminante e morreu sem que tivesse, se quer, apresentado sintomas de qualquer problema de coração.

Finalmente, em 1998, a igreja foi inaugurada em Campo Grande. Para a comemoração houve um culto que contou com a presença de alguns pastores de outros locais do Brasil. A comemoração foi grande. Muitos irmãos, muitas flores e muitos corações cheios de gratidão e alegria por toda aquela vitória dada por Deus. O espaço era enorme quando comparado ao que estavam antes, sobravam lugares no tabernáculo. Porém, com o tempo, Deus foi enviando irmãos para a igreja e, mais uma vez, o tabernáculo não esta sendo suficiente para comportar todos os irmãos. Hoje, a igreja é composta por muitos músicos, diáconos, obreiros e irmãos de vários lugares do Rio de Janeiro. Há um tempo o povo se encontra em meio à falta de lugares, em dia de ceia, alguns chegam a ficar em pé do lado de fora. Dessa forma, em 2008, a igreja comprou um terreno na Avenida Brasil, uma das principais rodovias do Rio de Janeiro. O local fica entre os bairros de Santíssimo e Campo Grande.

O plano é começar a construção até o final de 2013, o projeto já está em andamento. E há um motivo a mais para que a construção tenha logo um início: está sendo construída uma estação do BRT em frente ao portão do tabernáculo, com isso, o espaço da calçada está sendo limitado. A pedra fundamental já foi lançada no novo terreno. Haverá mais comodidade para o povo no novo templo, por se tratar de um espaço bem amplo.

A igreja liderada pelo pastor Véber Cordeiro tem sido muito abençoada desde sempre. Há um grupo de qualidade junto dele o qual é conhecido por todo o mundo e que não dá um passo sem que Deus dê a direção. Deus tem dado graça para que todos possam permanecer e perseverar. E é piamente crido por todos que, como está escrito, aquele que perseverar, será salvo. Deus sempre cuidou de sua noiva e continuará, até a eternidade.

Histórico - Véber